CLARO ENIGMA – CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

CLAROClaro Enigma – Carlos Drummond de Andrade (1)

Bom dia!! Esse post fornecerá informações importantes sobre esse maravilhoso livro de Carlos Drummond de Andrade – “Claro enigma”. É o nosso 7º livro da lista da Fuvest 2017! Lembrando que todas as informações, foram coletadas de sites importantes buscando fornecer informações verídicas e de fácil compreensão! Esta busca tem como referências: Globo Educação, Enem, Companhia das letras e Educar para crescer.  Vamos lá!

Importância do livro

Depois de um período de engajamento político mais explícito, Drummond passa por uma fase de decepção com os rumos do socialismo após a Segunda Guerra Mundial. O abandono da militância conduziu o poeta a uma introspecção mais acentuada. Claro Enigma é o melhor produto dessa vertente e apresenta um traço forte da poesia do autor: sua capacidade de verticalizar os temas de que trata, submetendo-os a uma visão profunda e transcendente. 

Sobre o autor

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carlos

Durante cerca de quarenta anos, Carlos Drummond de Andrade representou um sopro de originalidade na poesia brasileira. Da herança modernista manifesta na poesia dos anos 30, passando pela poesia de caráter social dos anos 40 e pela acentuação da tendência reflexiva na década de 50, até chegar em uma poesia de síntese, retomada e ainda de renovação nos anos 60, temos um conjunto de proposições que respondem de forma imediata às questões de seu tempo.  

Período histórico

Drummond sempre se colocou como o poeta da vida presente e como “gauche”, isto é, capaz de retratar o incômodo das situações diante das quais o indivíduo é colocado. Em livros como A Rosa do Povo, retratou a guerra européia e a ditadura varguista, evidenciando sua postura contrária a elas. Em livros como Claro Enigma, faz referência ao mundo imediatamente posterior à guerra e à ditadura, mostrando a mesma perplexidade e o mesmo inconformismo.

Sobre a obra

Claro-Enigma

Publicado em 1951, Claro enigma representa um momento especial na obra de Drummond. Com uma dicção mais clássica, o poeta revisita formas que haviam sido abandonadas pelo Modernismo (como o soneto, modalidade que fora motivo de chacota entre as novas gerações literárias), afirma seu amor pela poesia de Dante e Camões e busca uma forma mais difícil, mas sem jamais abandonar o lirismo e a agudeza de sua melhor poesia.

Uma das formas de compreender o conjunto dos 41 poemas que formam a coletânea de Claro Enigma, é comparar este livro com A Rosa do Povo, livro publicado em 1945. Se na lírica dos anos 40 predominava a postura de engajamento e compromisso social, agora o questionamento em torno desse posicionamento ganha espaço na poesia drummondiana. 

Assim, a poesia abandona o desejo de buscar respostas e passa a focalizar as perguntas que precisam ser feitas. Ao invés da comunhão anterior, vigora a certeza melancólica da dissolução iminente. A esperança é substituída pelo desencanto. As referências mais diretas ao mundo concreto, historicamente localizado, são preteridas em nome de um universo metafísico, que pesquisa o ser humano em si, independente de seu entorno. 

A relativa perda de certezas políticas representa um passo no sentido da formulação de um novo projeto literário, capaz de se colocar de forma perplexa diante das possibilidades que se apresentam. Além de tematizar exatamente a angústia das incertezas quanto ao rumo a ser seguido. 

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Em Claro Enigma a proposta de Drummond parece ser a de escavar o real mediante um processo de interrogações e negações que a caba revelando o vazio à espreita do homem. O Mundo define-se como “um vácuo atormentado” (existencialismo niilista)”. A abolição de toda crença e o apagar-se de toda esperança trazem consigo o autofechamento do espírito. 

Essa negatividade, a abolição de toda a crença, o apagar-se de toda a esperança traduzem-se pela expressão da dor, do vazio, da angústia, da consciência da queda que aprisiona todo ser vivo.

Drummond muda de objeto poético, afastando-se dos fatos concretos para falar de ausências, perdas e temas abstratos como o tempo e a vida. “O poeta volta-se para os seus mitos, dá razão ao inato transcendentalismo, colocando-se a par dos grandes poetas do idioma. Não mais a lírica admiração do próprio ego, mas o descortino dos arquétipos”. É a poesia metafísica que, para o poeta e ensaísta Affonso Romano de Sant’Anna, “une o choro individual ao coletivo”. 

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Este sombrio retrato é feito do sentimento de culpa que oprime o poeta e da visão crepuscular que dá o tom da obra: a noção da impossibilidade, estabelecida entre o transitório e o definitivo, a essência das coisas e seu fracasso diante do tempo. Marca-se, também, a volta definitiva de um tema fundamental: o amor, descrito sempre como vivência dolorosa. “Mas o que antes aparecia travestido de ironia, nesse momento cede lugar a recorrentes imagens de violência e mutilação”, diz o crítico Vagner Camillo. 

Do ponto de vista formal, Claro Enigma afasta-se do estilo livre e coloquial dos modernistas; divide-se em seis partes: Entre Lobo e Cão; Notícias Amorosas; O Menino e os Homens; Selo de Minas; Os Lábios Cerrados; A Máquina do Mundo. Aqui o poeta se mostra mais atento à métrica e à forma dos versos, atitude tomada pela crítica da época como um retrocesso. Mas logo comprovou-se que Drummond tinha plena consciência dos riscos de alienação existentes na arte pela arte. A releitura de formas antigas fortificou seus versos. 

Entre os poemas que compõem o livro, A Máquina do Mundo é considerado por muitos o maior da literatura brasileira. O título faz alusão ao trecho de Os Lusíadas em que a Vasco da Gama é revelado o funcionamento da máquina do mundo, após o navegador ter conquistado o caminho para as Índias. Todo composto em tercetos, a versão do poeta mineiro mostra o eu-lírico que, durante um fim de tarde, recebe a visita da máquina. Circunspecto, ele a desdenha friamente. Então a experiência, que a princípio parecia grandiosa, se desfaz: “(…) baixei os olhos, incurioso, lasso,/ desdenhando colher a coisa oferta/ que se abria gratuita a meu engenho”. Revela-se aí o conflito fundamental eu-mundo, presente em toda a obra de Drummond, a recusa que faz da tentativa de entender a história, tal como experimenta em A Rosa do Povo. “É o clímax da trajetória do gauche, quando sujeito e objeto se fundem, a aparência e a essência se integram”, diz o crítico Affonso Romano de Sant’anna.

Frases

“ O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar”.

“Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo”.

“Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz. “

Mais frases:  Pensador Uol e KdFrases.

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7 comentários sobre “CLARO ENIGMA – CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

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